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14
Jan16

Por aqui somos duas, e não queremos que as atenções sejam sobre nós. Mas hoje, perdoem-me a vaidade, escrevo sobre mim.

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Costumamos fazer uma viagem por ano só os dois, ou com amigos e sem filhos. Carregamos baterias e regressamos sempre mais apaixonados. Achamos fundamental este tempo só para nós. E num dia de praia, numa conversa casual com o Nuno e com a Vera, decidimos que essa viagem seria à cidade que nunca dorme, na altura da passagem de ano.

 

Vivo com o Hugo há 12 anos e para ele, o "papel" não era importante, para mim sim, e sei que para os nossos filhos fazia toda a diferença. Aos poucos a ideia de casar em Nova Iorque começou a ganhar força. É sobejamente conhecida a minha fixação por NYC e pelo Sexo e a Cidade, especialmente pela Carrie. Quem não chorou e riu com as histórias de amor e desamor daquelas 4 amigas? Mesmo que imperfeitas, e sabendo que era ficção, no fundo, no fundo, em algum momento desejámos ter aquela vida, ou pelo menos uma amizade tão forte e cúmplice.

 

Falámos com os nossos filhos e só casaríamos sem a presença deles se estes compreendessem a importância do nosso gesto sem que ficassem aborrecidos por não estarem presentes. A resposta foi consensual, para eles o mais importante era que fossemos felizes. Por isso o consentimento foi o mote para tratarmos de tudo. Não houve pedido formal de casamento, mas houve anel de noivado (que tive de guardar na caixa e não pude usar, já vão perceber porquê mais à frente).

 

Sou wedding planner, e control freak, por isso informei-me o mais possível sobre o casamento nesta cidade. Sabia que era “impessoal” que não havia lugar para emoções, nem tempo para discursos. Os noivos são mais que muitos e são chamados para a cerimónia (que não dura mais do que 5 minutos) através de um sistema de senhas. Mas isto não nos demoveu, o ritual não era de todo o mais importante.

Há noivas que vão vestidas a rigor, com vestido branco e véu, há outras mais simples, e há até quem vá de jeans e t-shirt. Com muitos ou poucos convidados, ou até só com uma testemunha, o importante mesmo é oficializar o amor.

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Apesar de termos tratado de tudo com muita antecedência, o receio natural da distância e de um país com leis e regras diferentes às nossas, obrigou-nos a ter cautelas. Tínhamos receio que algo corresse mal e não pudéssemos casar, por isso guardámos segredo durante 2 meses, e só os nossos filhos, a madrinha da minha filha, e o nosso querido amigo Nelson (que vive nos Estados Unidos, e que infelizmente neste dia não pode estar presente por estar em Lisboa) sabiam.

 

Nem mesmo os nossos futuros padrinhos... adivinharam! A Vera e o Nuno só foram convidados 6 dias antes, no dia em que fomos oficial e presencialmente tratar da licença de casamento. Quando tivemos a certeza que os documentos estavam aprovados, que estava tudo certo e que nada podia correr mal. Imaginam a surpresa deles?

 

O convite tinha de os surprender. Inspirei-me nestes e não podia ter corrido melhor. Houve riso, emoção e vá, uma ou outra lagrimita.

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Os detalhes do grande dia, querem saber? Prometo contar-vos tudo. Stay tuned ;)

 

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